Chão do Matão

Renann Augusto

Compositor: Renann Augusto

Nesses versos tão singelos
Como já dizia nossa primeira canção
A viola se tornou o nosso elo
E a tua lembrança jamais sairá do coração
Coração que me recorda os domingos
Com o Vô Vicente na estrada do Matão
O portão azul se abrindo
Aqui é o meu lar
Aqui é o meu chão
O cheiro do almoço e o teu sorriso
Nos recebiam logo no quintal
A pinga, o truco, o tanque, o sítio
E a pinga da tarde que nunca fez mal
E quando o senhor pensava estar sozinho
Eu estava contigo cantando uns modão
Chorando, sorrindo, saudades amigo
Tonico, você, vancê inspirou essa canção

Minha história, meu sentimento
O amor na viola pulsando no peito
Lembro dos domingos de manhã que eu cortava a estrada de chão
Que me levava pra Fazenda do Matão, família reunida
Titios e os avôs jogavam um truco
Enquanto o cheiro que vinha do fundo da casa
Tomava a sala
Era o almoço que a vó preparava
O vinho, o frango, o arroz e o macarrão
Faltava mais nada
Essas são minhas raizes
Nasci nessa terra e nela vou morrer
Saudades do velho Tonico
Afine a viola e me espere que logo estarei com vancê

Quando a lembrança chega o coração palpita
O café da tarde era o copo de pinga
E a varanda era o palco pra nós
Sua viola é o respeito são minha gerência
O chão do Matão que eu pisei na infância
Jamais será o mesmo sem você, meu avô

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